Oito dicas para deixar sua casa mais sustentável

Você sabia que é possível baixar o nível de vários tipos de poluição do ambiente interno da sua casa com algumas medidas simples? Além disso, você estará contribuindo para o consumo sustentável, pois deixará de lado produtos com química nociva para efetuar a limpeza doméstica. Confira esse conjunto de dicas.

1. Diminua os níveis de VOCs na sua casa (use produtos naturais)

Muitos produtos de limpeza comuns em nossas cozinhas e banheiros estão cheios de Compostos Orgânicos Voláteis (VOCs, na sigla em inglês), que são perigosos em curto prazo (irritações, dores de cabeça, falta de ar, etc.) e também quando a exposição se dá por longos períodos (danos ao fígado e ao sistema nervoso central). Eles estão presentes em solventes em geral, repelentes, produtos de limpeza, maquiagem e cosméticos, pesticidas, roupas lavadas a seco, tintas, móveis, carpetes, papel carbono, cola, combustíveis, marcadores permanentes e até em pranchas de surf.

Por que não substituir alguns desses itens por produtos com menos química nociva? O bicarbonato de sódio, por exemplo, pode ser um grande aliado na limpeza doméstica.

2. Evite o mofo antes dele começar a se reproduzir

O mofo cresce em ambientes com umidade e alimentos. Em casas antigas com pouca incidência de raios solares, umidade pode se condensar na parte externa das paredes. Portanto, verifique os locais próximos de encanamentos e de luminárias para checar se há vazamentos. Certifique-se de que exaustores do banheiro e da cozinha estão funcionando perfeitamente.

Água, vinagre e óleo de melaleuca podem ajudar a combater o mofo sem química nociva.

3. Mantenha o formaldeído longe de casa

O formaldeído aparece naturalmente no meio ambiente, mas, como diria o ditado, a dose faz o veneno. O formaldeído é liberado por sistemas de ventilação, materiais de construção, móveis, carpetes, tintas, vernizes, cigarro, desinfetantes, adesivos, isolantes elétricos, lonas de freio, fungicidas, germicidas, tecidos e cosméticos como nos produtos para alisamento e esmaltes. A inalação é a principal porta de entrada do formaldeído em nosso organismo, e ele pode ser responsável até por causar câncer.

Em cosméticos, itens para casa e materiais de construção, verifique se há a presença de formaldeído nos rótulos ou consulte o fabricante a respeito. Itens com formaldeído podem conter nomes diferentes.

4. Não adquira móveis com espuma ou com retardantes de chamas

OS HCFCs usados na produção de alguns tipos de espumas de poliuretano são prejudiciais à camada de ozônio – há várias iniciativas para banir a substância da cadeia produtiva do tipo de material. Já os retardantes de chamas são químicos usados para evitar que algum item pegue fogo – isso parece bom, certo? Só que, em geral, as substâncias são tóxicas e podem causar alterações hormonais e câncer.

Alguns móveis costumam ter as duas coisas: espumas de poliuretano feitas com HCFCs e estofados com retardantes de chamas. Verifique na hora de adquirir para evitar riscos à saúde.

5. Adicione algumas plantas ao ambiente interno

Plantas deixam o ambiente mais agradável e filtram a poluição do ar. Algumas delas são ótimas para o ambiente interno e nem dão muito trabalho.

6. Remova seus sapatos quando chegar em casa

Você já parou para pensar em toda sujeira que você traz da rua quando entra com calçados no ambiente interno da sua casa. O simples hábito de retirar os sapatos, tênis e sandálias pode reduzir em até 85% a quantidade de poeira, sujeira e toxinas que invadem sua casa todos os dias.

7. Esqueça-se das velas

Além de deixarem um cheiro agradável, velas perfumadas também soltam fuligem e outros poluentes (como formaldeído e acroleína) dentro de sua casa. A fuligem (especialmente) pode se depositar em suas paredes, tetos e outras superfícies internas, deixando-as bem sujas.

8. Já pensou em ter um fogão elétrico?

Bem, nós temos que nos livrar dos combustíveis fósseis em pouco tempo e o gás de cozinha libera muito dióxido de nitrogênio (NO2) e monóxido de carbono (CO). Segundo o Lawrence Berkeley National Laboratory, dos Estados Unidos, “A queima de gás de cozinha, estima-se, é responsável por adicionar entre 25% a 33% mais NO2 à média semanal de concentração em ambientes internos durante o verão e de 25% a 39% no inverno. Essa variação entre as estações é reflexo do fato de que a ventilação do ar é menor no inverno. Para o CO, o gás de cozinha, estima-se, é responsável por contribuir em 30% e em 21% para a concentração de ar no inverno e no verão, respectivamente”. Exaustores ajudam, mas nem tanto quanto se imagina. Que tal adquirir um fogão elétrico e acabar com todos esses problemas?

Adaptado de e-cycle

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